sábado, 31 de outubro de 2015

Cinco brasileiros passam para o sábado no Mahalo Surf Eco Festival

A sexta-feira amanheceu com chuva em Itacaré, mas logo o Sol apareceu para o público encher a Praia da Tiririca para assistir mais um dia de disputas decisivas no QS 6000 Mahalo Surf Eco Festival, na briga pelas últimas vagas no ranking do Qualifying Series para a elite da World Surf League no litoral sul da Bahia. A batalha começou desde a primeira bateria, iniciada as 9h00 até a última do dia, encerrada as 17h00 com a classificação de dois concorrentes, os australianos Ryan Callinan e Soli Bailey. Os brasileiros que tinham chance de entrar no G-10 perderam, mas cinco continuam na luta do título do QS 6000 de Itacaré, os baianos Bruno Galini e Yagê Araujo, os catarinenses Tomas Hermes e Yago Dora e o paulista David do Carmo.



A sexta-feira já não começou bem para o Brasil, com os que estavam mais próximos da zona de classificação para o WCT sendo eliminados nos primeiros confrontos do dia. A primeira baixa foi o cearense Michael Rodrigues, barrado pelo australiano Cooper Chapman e o indonesiano Oney Anwar. Na segunda bateria, o baiano Bino Lopes perdeu para o catarinense Yago Dora a briga pela segunda vaga na disputa vencida por outro australiano, Connor O´Leary.

Na seguinte, o campeão do QS 6000 encerrado domingo em Florianópolis (SC), Deivid Silva, também ficou em terceiro contra o australiano Michael Wright e o americano Noah Schweizer. E o defensor do título do Mahalo Surf Eco Festival, Alex Ribeiro, um dos três brasileiros já garantidos no WCT pelo ranking do QS, foi batido pelo também paulista Renato Galvão e o baiano Yagê Araujo na bateria que fechou a segunda fase.

Depois a chuva parou e o baiano Bruno Galini venceu a disputa pelas duas primeiras vagas para a rodada classificatória para as oitavas de final. Com a inesperada saída de Bino Lopes, Galini é o atleta da equipe Mahalo que segue na disputa do título do Mahalo Surf Eco Festival em Itacaré. Ele está sempre abrindo cada fase com vitória, desde a bateria que abriu a etapa baiana do WSL Qualifying Series na terça-feira. Na sexta-feira, Bruno derrotou três estrangeiros surfando boas ondas que valeram notas 8,50 e 7,57 para totalizar 16,07 pontos, contra o australiano Soli Bailey, o português Nic Von Rupp e o americano Tanner Gudauskas.

“Quando eu vi essa bateria ontem (quinta-feira), eu já sabia que ia ter que surfar muito pra superar esses caras, pelo menos achar as melhores ondas pra conseguir passar, porque o nível era muito alto”, disse Bruno Galini. “Mas, eu estava confiante nas esquerdas. Eu vi o Yagê (Araujo) surfando ali na bateria antes da minha e eu acreditei nelas. No começo eu não consegui pegar, mas do meio da bateria em diante eu achei duas boas para passar em primeiro. Infelizmente o Bino (Lopes) perdeu, mas aqui é uma equipe, está todo mundo tentando representar bem a Mahalo e estou feliz por continuar defendendo a marca no evento que ela patrocina”.

OITAVAS DE FINAL – Depois, Bruno Galini voltou ao mar para disputar as duas primeiras vagas para as oitavas de final do Mahalo Surf Eco Festival que abria a quarta fase da competição. E ele garantiu a Bahia e o Brasil entre os dezesseis finalistas em Itacaré, superando o paulista Thiago Camarão no penúltimo confronto do dia, vencido pelo havaiano Kiron Jabour vencendo. No último, o australiano Ryan Callinan, que defende vaga no G-10 do Qualifying Series, ganhou a bateria e o seu compatriota Soli Bailey seguiu com chances de entrar na zona de classificação para o WCT nesta etapa da Bahia, ao superar o francês Andy Criere. Callinan será o adversário de Bruno Galini na segunda oitava de final e Bailey está na primeira com o havaiano Kiron Jabour.



Quando a sexta-feira começou, treze surfistas tinham chances matemáticas de ultrapassar o francês Maxime Huscenot, que está fechando a lista dos dez indicados pelo QS para completar a elite dos top-34 da World Surf League. Sete deles perderam, inclusive os quatro brasileiros que estavam na briga, o cearense Michael Rodrigues, o baiano Bino Lopes e o paulista Deivid Silva, caíram nos primeiros confrontos do dia, ainda pela segunda fase da competição. A última esperança ficou então para outro paulista, Jessé Mendes, que acabou em último na sua bateria da terceira fase, vencida pelo sul-africano Beyrick De Vries com o australiano Wade Carmichael passando em segundo.

“Hoje (sexta-feira) de manhã estava chovendo bastante e acordei meio de mau humor por causa disso”, disse o único representante da África do Sul que continua na disputa do título em Itacaré, Beyrick De Vries. “Então, coloquei uma música boa quando estava vindo pra praia pra ficar mais empolgado e na hora da minha bateria o Sol apareceu e deu tudo certo. Aí conseguir surfar com a mesma vibe de ontem e estou muito feliz por passar mais uma fase”.

CHANCES DE G-10 – Ele não está entre os seis que seguem com chances de entrar no G-10 já neste sábado em Itacaré, como o americano Evan Geiselman e os australianos Davey Cathels e Connor O´Leary, que atingem esse objetivo se chegarem nas quartas de final do Mahalo Surf Eco Festival. Os australianos Soli Bailey e Dion Atkinson ainda terão que passar mais uma fase, pois só superam os 15.100 pontos do francês Maxime Huscenot se avançarem para as semifinais. Já para o costa-ricense Noe Mar McGonagle só interessa a vitória na Bahia e ainda torcer pelo tropeço dos cinco concorrentes que estão à sua frente no ranking.


Connor O´Leary venceu um confronto que levantou a torcida local na Praia da Tiririca, vibrando intensamente com a participação do baiano Yagê Araujo. O norte-americano Noah Schweizer estava se classificando em segundo até o último minuto, quando Yagê arriscou um aéreo muito alto para virar o placar e avançar para a quarta fase. Ele agora vai disputar as duas últimas vagas para as oitavas de final contra dois australianos, Wade Carmichael e Michael Wright, na bateria que vai fechar a rodada dos 24 melhores na manhã do sábado.



“A maré deu uma subida na hora da bateria e as condições ficaram mais devagar, com grandes intervalos entre as séries, mas dei sorte de pegar algumas no início para garantir minha classificação”, analisou Connor O´Leary, que comentou sobre a possibilidade de entrar no G-10 no Mahalo Surf Eco Festival. “No momento estou em 22.o, mas não estou pensando muito em ranking ou vaga no CT. Eu só comecei a competir nas etapas mais importantes, de 6.000 e 10.000 pontos, na metade do ano passado, então estou apenas querendo ganhar mais experiência e vencer algumas baterias”.

BATALHA DO SÁBADO – A intensa batalha pelas últimas vagas na lista dos dez surfistas que sobem para o WCT pelo ranking do Qualifying Series, vai continuar neste sábado na Praia da Tiririca. A previsão é realizar três fases para já definir os quatro classificados para as semifinais que vão decidir o título de campeão da oitava edição do Mahalo Surf Eco Festival na manhã do domingo em Itacaré. A primeira chamada para a bateria entre o argentino Santiago Muniz, o marroquino Ramzi Boukhiam e o taitiano Mihimana Braye, foi marcada para as 8h00 do sábado na Bahia, 9h00 no horário de verão brasileiro.

Fonte: www.wslsouthamerica.com

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Mahalo Surf Eco Festival esquenta a briga por vagas no WCT

Uma verdadeira maratona de vinte baterias foi disputada na quinta-feira de boas ondas 2-3 pés na Praia da Tiririca, em Itacaré, no litoral sul da Bahia. Era dia das principais estrelas do Mahalo Surf Eco Festival estrearem na segunda rodada da competição e a batalha pelas últimas vagas no WCT passou a centralizar as atenções. Dezenove envolvidos nesta briga competiram e apenas dez avançaram para a rodada dos 48 melhores do QS 6000 da Bahia, o norte-americano Kanoa Igarashi e o australiano Ryan Callinan, que estão na lista dos dez que sobem pelo ranking do Qualifying Series, e o francês Joan Duru, o americano Evan Geiselman, os australianos Davey Cathels, Dion Atkinson e Soli Bailey, o brasileiro Jessé Mendes, o costa-ricense Noe Mar McGonagle e o havaiano Ezekiel Lau. As disputas recomeçam nesta sexta-feira, a partir das 8h00 em Itacaré, 9h00 no horário de verão.

Bruno Galini (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Bruno Galini (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

A quinta-feira começou e terminou com vitórias baianas de Bruno Galini e Marco Fernandez. Na primeira do dia, eram três baianos disputando com um havaiano as duas primeiras vagas para a rodada dos 48 melhores do QS 6000 Mahalo Surf Eco Festival. O atleta da equipe Mahalo de competição, Bruno Galini, achou boas ondas para repetir a vitória conquistada no confronto que abriu a oitava edição do campeonato mais tradicional da América do Sul. A melhor delas valeu 8,67 para totalizar 14,67 pontos e Kiron Jabour ganhou a briga pelo segundo lugar do baiano Franklin Serpa e do local de Itacaré, Iago Silva.
“Eu estava liderando a bateria, mas com uma segunda nota baixa, então fiquei preocupado, sabendo que o Kiron (Jabour) poderia virar a qualquer momento. Ele ficou segurando o Franklin (Serpa) e entrou uma onda pra mim na prioridade (de escolha da próxima onda) dele, que deixou passar e eu acreditei na onda pra fazer uma nota boa que me tranquilizou na liderança”, disse Bruno Galini, que comentou sobre o fato de três baianos estarem abrindo a segunda fase em Itacaré. “É verdade. Quase não tem baianos no evento e cai logo três assim na mesma bateria. Lembrou até as etapas do Circuito Baiano que a gente corre aqui. Estou feliz pela vitória, mas pena que só eu passei”.
As marcas de Bruno Galini foram batidas no quarto confronto do dia, quando a batalha pelas últimas vagas no WCT começou a centralizar as atenções na Praia da Tiririca. O australiano Ryan Callinan chegou na Bahia em oitavo na lista dos dez indicados pelo ranking do Qualifying Series e dominou a bateria com a nota 8,73 da sua melhor onda. O seu compatriota, Soli Bailey, que também está na briga, pegou uma boa para tirar 8,50 e garantir a dobradinha australiana. O americano Patrick Gudauskas estava três posições abaixo da zona de classificação para o WCT e terminou em terceiro, sendo eliminado junto com o vice-campeão do Mahalo Surf Eco Festival no ano passado, o francês Paul Cesar Distinguin.
“Foi bem legal a bateria, porque tinha bastante ondas para todos lá fora. Estão meio difíceis de achar, mas tem várias boas e peguei uma que acertei duas batidas muito fortes que foi a minha melhor onda”, contou Ryan Callinan, que comentou sobre a disputa pelas últimas vagas no WCT. “Os eventos do QS 6000 e do QS 10000 são a minha prioridade. Acho que uma vitória aqui me garante nos top-10, então estou fazendo o meu melhor para conseguir isso. Eu tenho ido dormir cedo, jantando cedo e vou continuar surfando do jeito que estou porque vem dando certo”.

Ryan Callinan (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Ryan Callinan (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

VAGAS NO WCT – Na disputa seguinte, outro concorrente direto por vagas no G-10 do Qualifying Series caiu, o francês Maxime Huscenot, que defendia o último lugar na lista e foi barrado numa dobradinha brasileira de Thiago Camarão com com Matheus Navarro. Com isso, um incrível número de vinte surfistas ficou com chances de ultrapassa-lo com os 6.000 pontos do Mahalo Surf Eco Festival. No entanto, dois deles caíram nos confrontos seguintes, os norte-americanos Nathan Yeomans e Conner Coffin. Já o australiano Davey Cathels, foi o primeiro dos adversários a avançar para a terceira fase, registrando um novo recorde de 15,23 pontos para a quinta-feira em Itacaré.
O norte-americano Kanoa Igarashi, sexto colocado no ranking e bem perto de garantir sua classificação para a divisão de elite da World Surf League, também confirmou o favoritismo na nona bateria do dia. O outro cabeça de chave, Granger Larsen, do Havaí, superou o brasileiro Victor Bernardo e o espanhol Vicente Romero para passar em segundo para a terceira fase. Ele ultrapassa a barreira dos 20.000 pontos no ranking se chegar nas semifinais do Mahalo Surf Eco Festival no domingo, quando será definido o campeão em Itacaré.
“Foi uma bateria bem difícil. Não foi fácil escolher as ondas boas com potencial para tirar notas altas”, destacou Kanoa Igarashi. “Eu queria poder pegar mais ondas e fiquei mais afastado dos outros surfistas quando não estava com a prioridade. Acabei tirando uma nota 7,17 sem a prioridade e estou amarradão por ter passado. Estou perto de me qualificar para o CT, mas esse não era um objetivo meu no início do ano, então só em ter essa possibilidade me deixa feliz. Eu ainda sou bem jovem e nem acredito que estou nos top-10 no momento, mas claro que meu objetivo é vencer esse evento e vou fazer de tudo para realiza-lo”.
ESTRELA DO WCT – Na sequência mais dois surfistas com chances matemáticas de entrar no G-10 estrearam na Praia da Tiririca. O neozelandês Billy Stairmand foi barrado pelo norte-americano Derek Peters e o francês Nomme Mignot, mas o norte-americano Evan Geiselman se classificou, com o argentino Santiago Muniz avançando em segundo. A bateria seguinte foi uma das mais adrenalizantes do dia, com uma estrela da elite do WCT fazendo sua primeira apresentação no Mahalo Surf Eco Festival, o potiguar Jadson André, junto com o vice-campeão da outra etapa do QS 6000 encerrada domingo com vitória brasileira de Deivid Silva, o australiano Stu Kennedy.

Jadson André direto do WCT de Portugal para Itacaré (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Jadson André direto do WCT de Portugal para Itacaré (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

No entanto, quem brilhou foi o marroquino Ramzi Boukhiam, que massacrou uma direita com duas manobras muito fortes de backside levantando grandes leques de água, para conseguir a maior nota na Praia da Tiririca até ali, 8,83. O australiano liderou boa parte da bateria, mas acabou ultrapassado por Jadson André e ficou buscando 5,90 pontos para se classificar em segundo lugar. Stu Kennedy chegou bem perto disso duas vezes nos minutos finais, mas em ambas as ondas recebeu nota 5,80 e acabou eliminado junto com o catarinense Jean da Silva. O australiano agora vê sua sétima posição no G-10 ameaçada pelos surfistas que continuam na disputa pelos 6.000 pontos do Mahalo Surf Eco Festival.
“Eu acordei muito cedo pra vim surfar aqui, olhei muito o mar e vi algumas direitas que entram mais à esquerda da praia”, disse Ramzi Boukhiam. “Eu peguei uma boa e logo depois outra que poderia fazer mais uma nota alta e caí. Mas, estou feliz porque passei para a próxima fase. Acho que é a primeira vez que eu tenho uma bateria de segunda fase em etapas importantes do QS tão forte assim, com o Stu Kennedy, o Jadson (André) e o Jean (da Silva). São três surfistas muito bons e foi uma boa bateria, então estou bem contente por ter vencido”.
NOVOS RECORDES – Eles competiram quando rolaram as melhores ondas do dia e na disputa seguinte, na 13.a bateria da quinta-feira, o neozelandês Ricardo Christie estabeleceu novos recordes para o QS 6000 Mahalo Surf Eco Festival. Ele achou uma boa esquerda para mandar uma série de três manobras fortes de backside nos pontos mais críticos da onda pra ganhar nota 9,17, a maior da semana em Itacaré. Com ela, também registrou um novo recorde de pontos com os 17,10 que já totalizava com o 7,93 da sua terceira onda.
“A onda do high-score (nota alta) foi uma onda boa, não a maior da série, mas com bom tamanho pra fazer grandes manobras”, disse o outro integrante do WCT que veio direto de Portugal para competir em Itacaré, Ricardo Christie. “Aqui é muito lindo. É exatamente o que imagino quando penso no Brasil, com muita mata, lindas praias e boas ondas. A água é bem quente e estamos aqui tomando vários sucos, água de coco, comendo manga e outras frutas tropicais deliciosas. Achei demais a cidade e toda essa Natureza aqui”.

Ricardo Christie pulverizando os recordes em sua estreia em Itacaré (Foto: Daniel Smorigo - WSL)
Ricardo Christie pulverizando os recordes em sua estreia em Itacaré (Foto: Daniel Smorigo – WSL)

O francês Joan Duru, que perdeu a última vaga na lista dos dez do QS que sobem para o CT para o australiano Stu Kennedy na etapa encerrada domingo em Florianópolis, liderava com duas notas na casa dos 7 pontos, mas ainda com uma boa vantagem de mais de 8,44 sobre o catarinense Willian Cardoso e uma “combination” em Cory Arrambide na briga pela segunda vaga. Os dois não conseguiram achar boas ondas e Joan Duru seguiu em frente para tentar retornar a zona de classificação para o CT na Bahia.
MARATONA DE BATERIAS – A maratona de vinte baterias na quinta-feira de boas ondas na Praia da Tiririca prosseguiu com concorrentes diretos pelas vagas no G-10 se classificando e também sendo eliminados. O costa-ricense Noe Mar McGonagle, o australiano Dion Atkinson e o brasileiro Jessé Mendes avançaram e continuam na luta para entrar na zona de classificação para o CT no Mahalo Surf Eco Festival. Já o havaiano Tanner Hendrickson foi barrado na bateria vencida pelo uruguaio Marco Giorgi e o costa-ricense Carlos Munoz perdeu na última do dia, que começou e terminou com vitória baiana. Bruno Galini ganhou a primeira e Marco Fernandez a que fechou a longa quinta-feira em Itacaré.
Restaram apenas quatro para encerrar a segunda fase e a que vai abrir a sexta-feira, as 8h00 na Praia da Tiririca, é encabeçada pelo brasileiro que está mais perto do G-10 no momento, o cearense Michael Rodrigues. Ele vai enfrentar três estrangeiros, o australiano Cooper Chapman, o indonesiano Oney Anwar e o americano Ian Crane. Na seguinte entra o baiano mais bem colocado no ranking, Bino Lopes, da equipe Mahalo, que ocupa a 38.a posição e tem chances de vaga no G-10 em casa. Já o defensor do título da etapa baiana do WSL Qualifying Series, Alex Ribeiro, novidade já confirmada na seleção brasileira do WCT, só estreia na bateria que vai fechar a segunda fase, a quarta da sexta-feira em Itacaré.
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TERCEIRA FASE DO MAHALO SURF ECO FESTIVAL – baterias já formadas:——
3.o=25.o lugar com 700 pontos e US$ 1.300 de prêmio 
4.o=37.o lugar com US$ 1.200 e 650 pts:
1.a: Tanner Gudauskas (EUA), Nic Von Rupp (PRT), Soli Bailey (AUS), Bruno Galini (BRA)
2.a: Ryan Callinan (AUS), Ezekiel Lau (HAV), Kiron Jabour (HAV), Hiroto Arai (JPN)
3.a: Thiago Camarão (BRA), Ian Gouveia (BRA), Andy Criere (FRA), Leandro Usuna (ARG)
4.a: Davey Cathels (AUS), Michael February (AFR), Matheus Navarro (BRA), Mihimana Braye (TAH)
5.a: Jadson André (BRA), Kanoa Igarashi (EUA), Santiago Muniz (ARG), Derek Peters (EUA)
6.a: Evan Geiselman (EUA), Granger Larsen (HAV), Ramzi Boukhiam (MAR), Nomme Mignot (FRA)
7.a: Ricardo Christie (NZL), Noe Mar McGonagle (CRI), David do Carmo (BRA), Lucas Silveira (BRA)
8.a: Joan Duru (FRA), Dion Atkinson (AUS), Medi Veminardi (REU), Robson Santos (BRA)
9.a: Tomas Hermes (BRA), Marco Giorgi (URY), Rafael Teixeira (BRA), Leonardo Fioravanti (ITA)
10.a: Jessé Mendes (BRA), Wade Carmichael (AUS), Beyrick de Vries (AFR), Marco Fernandez (BRA)

SEGUNDA FASE – 3.o=49.o lugar com 400 pontos e US$ 550 / 4.o=73.o lugar com US$ 450 e 370 pts:
1.a: 1-Bruno Galini (BRA), 2-Kiron Jabour (HAV), 3-Franklin Serpa (BRA), 4-Iago Silva (BRA)2.a: 1-Tanner Gudauskas (EUA), 2-Hiroto Arai (JPN), 3-Mitch Crews (AUS), 4-Messias Felix (BRA)3.a: 1-Ezekiel Lau (HAV), 2-Nic Von Rupp (PRT), 3-Charles Martin (GLP), 4-Yuri Gonçalves (BRA)4.a: 1-Ryan Callinan (AUS), 2-Soli Bailey (AUS), 3-Patrick Gudauskas (EUA), 4-Paul Cesar Distinguin (FRA)5.a: 1-Thiago Camarão (BRA), 2-Matheus Navarro (BRA), 3-Maxime Huscenot (FRA), 4-Diego Mignot (FRA)6.a: 1-Andy Criere (FRA), 2-Michael February (AFR), 3-Nathan Yeomans (EUA), 4-Nathan Hedge (AUS)7.a: 1-Mihimana Braye (TAH), 2-Leandro Usuna (ARG), 3-Yadin Nicol (AUS), 4-Conner Coffin (EUA)8.a: 1-Davey Cathels (AUS), 2-Ian Gouveia (BRA), 3-Hizunomê Bettero (BRA), 4-Tristan Guilbaud (FRA)9.a: 1-Kanoa Igarashi (EUA), 2-Granger Larsen (HAV), 3-Victor Bernardo (BRA), 4-Vicente Romero (ESP)10: 1-Derek Peters (EUA), 2-Nomme Mignot (FRA), 3-Billy Stairmand (NZL), 4-Heitor Alves (BRA)11: 1-Evan Geiselman (EUA), 2-Santiago Muniz (ARG), 3-Paulo Moura (BRA), 4-Takumi Yasui (JPN)12: 1-Ramzi Boukhiam (MAR), 2-Jadson André (BRA), 3-Stu Kennedy (AUS), 4-Jean da Silva (BRA)13: 1-Ricardo Christie (NZL), 2-Joan Duru (FRA), 3-Willian Cardoso (BRA), 4-Cory Arrambide (EUA)14: 1-Noe Mar McGonagle (CRI), 2-Medi Veminardi (REU), 3-Luel Felipe (BRA), 4-Jatyr Berasaluce (ESP)15: 1-Robson Santos (BRA), 2-Lucas Silveira (BRA), 3-Michael Dunphy (EUA), 4-Pedro Henrique (PRT)16: 1-Dion Atkinson (AUS), 2-David do Carmo (BRA), 3-Dylan Lightfoot (AFR), 4-Colt Ward (EUA)17: 1-Rafael Teixeira (BRA), 2-Jessé Mendes (BRA), 3-Mateia Hiquily (TAH), 4-Krystian Kymerson (BRA)18: 1-Marco Giorgi (URY), 2-Wade Carmichael (AUS), 3-Halley Batista (BRA), 4-Tanner Hendrickson (HAV)19: 1-Beyrick De Vries (AFR), 2-Tomas Hermes (BRA), 3-Timothee Bisso (GLP), 4-Parker Coffin (EUA)20: 1-Marco Fernandez (BRA), 2-Leonardo Fioravanti (ITA), 3-Carlos Munoz (CRI), 4-Lucca Mesinas (PER) 
Baterias que vão abrir a sexta-feira:
21: Michael Rodrigues (BRA) e Cooper Chapman (AUS), Oney Anwar (IDN), Ian Crane (EUA)
22: Connor O´Leary (AUS) e Bino Lopes (BRA), Ian Gentil (HAV), Yago Dora (BRA)23: Brent Dorrington (AUS) e Deivid Silva (BRA), Michael Wright (AUS), Caetano Vargas (BRA)24: Alex Ribeiro (BRA) e Yagê Araujo (BRA), Renato Galvão (BRA), Weslley Dantas (BRA)
Fonte: WSL

Brasileiros dominam a primeira fase do Mahalo Surf Eco Festival

Mais um dia ensolarado com boas ondas na Praia da Tiririca para fechar a primeira fase do Mahalo Surf Eco Festival na quarta-feira em Itacaré, no sul da Bahia. Dos 144 surfistas de 24 países inscritos para disputar o último QS 6000 do ano, somente os 48 cabeças de chave ainda não estrearam na segunda fase da competição, que ficou para abrir a quinta-feira. A chamada para a primeira bateria envolvendo três baianos, foi marcada para as 7h30, 8h30 nos estados com horário de verão. Os brasileiros se destacaram na rodada inicial, com vinte classificados entre os trinta que competiram. Foram doze vitórias nas 24 baterias, com Krystian Kymerson e Paulo Moura registrando novos recordes nas ondas da Tiririca.



 O pernambucano Paulo Moura, que por muitos anos defendeu o Brasil na elite mundial do WCT, abriu a terceira bateria do dia numa boa onda que rendeu três manobras potentes para arrancar nota 8,83 dos juízes, superando a 8,73 do catarinense Matheus Navarro no primeiro dia. Outro catarinense, Jean da Silva, completou a primeira dobradinha brasileira da quarta-feira, com ambos despachando dois estrangeiros, o porto-riquenho Brian Toth e o australiano Cody Robinson.

“Dei sorte que entrou uma onda legal pra mim logo no começo da bateria. Fiquei segurando a borda da prancha até o locutor terminar a regressiva de início e consegui fazer três manobras bem fortes, no critério que os juízes querem, que é forçar as manobras ao máximo, principalmente a primeira, então fico feliz porque não sabia que era a maior nota do evento”, disse Paulo Moura. “As ondas estão boas de surfar, mas naquela condição da nossa região, com água quente, o ventinho soprando e eu adoro competir no Nordeste. Sou suspeito porque sou nordestino e gosto muito daqui, então espero continuar fazendo um bom surfe nas próximas baterias”.

BATERIA DE CAMPEÕES – Já o recorde de pontos foi batido na bateria que marcou a estreia de dois surfistas que fazem a parte da galeria de campeões do Surf Eco Festival. Eles eliminaram mais dois estrangeiros da competição, o português Eduardo Fernandes e Dimitri Ouvre, de São Bartolomeu. O capixaba Krystian Kymerson venceu a última edição do evento realizado pela Dendê Produções em Salvador, em 2012 na Praia de Jaguaribe. Ele usou os aéreos nas direitas da Tiririca para aumentar o recorde de pontos de 15,66 do norte-americano Patrick Gudauskas na terça-feira, para 16,23 somando notas 8,73 e 7,50.

“Estou feliz por ter passado essa bateria muito disputada e também porque o vento está ajudando para dar os aéreos. Eu consegui achar duas ondas muito boas, só que estava meio nervoso no começo por ser minha estreia, mas deu tudo certo e vamos pra próxima”, disse Krystian Kymerson, que relembrou sua primeira vitória no WQS. “Realmente esse evento ficou marcado na minha história e sempre consigo bons resultados aqui na Bahia. Em 2012, eu ganhei lá na Praia de Jaguaribe (Salvador), depois fui até as semifinais e fiquei em terceiro lugar, no ano passado fiquei em quinto e espero conseguir outro bom resultado aqui”.

O pernambucano Halley Batista, que conquistou o primeiro título do Mahalo Surf Eco Festival em Itacaré em 2013, completou essa segunda dobradinha verde-amarela da quarta-feira na Praia da Tiririca. Mesmo não estreando com vitória, ele ficou feliz pela classificação e já está escalado para enfrentar os cabeças de chave da 18.a bateria da segunda fase, o australiano Wade Carmichael e o havaiano Tanner Hendrickson, que está na briga direta pelas últimas vagas na lista dos dez indicados pelo ranking do Qualifying Series, para completar a elite dos top-34 da World Surf League.

“Pra mim, é muito gratificante estar aqui em Itacaré outra vez. As ondas aqui são a minha cara, pra frente, buraco, boas pra fazer os aéreos e manobras grandes, então espero conseguir mais um bom resultado esse ano”, disse Halley Batista. “No ano passado, eu me contundi durante minha bateria e fiquei seis meses parado, mas espero que esse ano nada de mal aconteça e eu possa prosseguir durante todo o evento para chegar na grande final, que é a meta. Hoje (quarta-feira) o vento Nordeste tá fechando um pouco as ondas, mas o mar deu uma subida e entram algumas séries com tamanho pra fazer duas manobras grandes”.

VITÓRIA BAIANA – Outra classificação brasileira muito festejada na Praia da Tiririca foi a do único baiano que competiu na quarta-feira, Marco Fernandez. Ele começou bem sua bateria e liderou de ponta a ponta com a nota 6,33 da sua primeira onda. Depois, conseguiu uma melhor para tirar 7,07 que confirmou a vitória por 13,40 pontos. Na briga pela segunda vaga para a próxima fase, o norte-americano Parker Coffin levou a melhor surfando a melhor onda da bateria, que valeu nota 8,33. O japonês Reo Inaba terminou em terceiro lugar e o catarinense Alcides Neto em último, com ambos sendo eliminados logo em suas estreias no Mahalo Surf Eco Festival.

“É sempre bom competir na Bahia, aqui praticamente é a mesma onda que tenho em casa, então me sinto mais à vontade”, disse Marco Fernandez. “Fui feliz de achar a primeira onda da bateria para começar bem com um 6,33. Mesmo assim, eu não consegui ficar calmo, porque o mar está muito difícil e não dá para saber qual onda vai ser boa. Mas, achei boas ondas aqui mais embaixo do pico e uma armou para mandar duas manobras legais pra vencer a bateria”.

DOMINIO BRASILEIRO – Os brasileiros começaram bem na última etapa de valiosos 6.000 pontos do ano. Eles venceram metade das 24 baterias da primeira fase do Mahalo Surf Eco Festival e oito avançaram em segundo lugar. As outras 28 vagas para a segunda fase foram conquistadas por seis norte-americanos, cinco franceses, dois havaianos, dois japoneses, dois sul-africanos dois espanhóis e outros nove países tiveram apenas um classificado, Portugal, Indonésia, Taiti, Marrocos, Guadalupe, Argentina, Uruguai, Peru e surpreendentemente a Austrália. Só Michael Wright salvou a pátria no penúltimo confronto do dia, depois de sete compatriotas serem eliminados na primeira rodada da competição, que prossegue até domingo na Praia da Tiririca.

“É verdade? Eu não sabia disso. Estou feliz por ser o único australiano a avançar para a próxima fase, mas fico triste pelos que perderam. Estou achando até estranho ninguém ter passado”, surpreendeu-se Michael Wright, que competiu junto com outro australiano, Cahill Bell-Warren, barrado pelo bicampeão brasileiro Renato Galvão. “Eu achei boa a bateria. Tentei me manter concentrado diante da dificuldade da maré cheia nesse momento. Eu percebi que as esquerdas que tinham nas baterias anteriores pararam de entrar, então tive que buscar as direitas que abriam um pouco mais para fazer as manobras e deu tudo certo”.

ÚNICO REPRESENTANTE – Alguns países estão sendo representados no Mahalo Surf Eco Festival por apenas um surfista e alguns estrearam com vitórias na quarta-feira, como o uruguaio Marco Giorgi, o indonesiano Oney Anwar e o marroquino Ramzi Boukhiam, que foi o primeiro deles a competir. Ramzi já veio ao Brasil, foi vice-campeão mundial Pro Junior na final contra Gabriel Medina na Praia da Joaquina, em Florianópolis (SC) em 2013, mas não conhecia Itacaré e gostou da cidade, bem como das ondas da Praia da Tiririca. Ele participou do quarto confronto do dia, derrotando o japonês Takumi Yasui, o brasileiro Alan Donato e o argentino Nahuel Amalfitano, com os dois sul-americanos saindo da disputa do título na Bahia.

“Tem altas ondas, mas o vento ficou forte atrapalhando as direitas, ficando difícil de ganhar velocidade. Mas, consegui pegar as duas ondas que somam no resultado, fiz o meu melhor e passei em primeiro”, disse Ramzi Boukhiam, que não conhecia Itacaré. “É a primeira vez que venho aqui e gostei bastante do lugar. É muito bonito, quente, a gente pode competir só de calção, o que é perfeito pra mim. Gostei muito e espero continuar avançando as baterias para chegar o mais longe possível na competição, para aproveitar mais disso tudo aqui”.

CABEÇAS DE CHAVE – Depois de dois dias dedicados para completar a rodada inicial do Mahalo Surf Eco Festival, na quinta-feira começam a se apresentar na Praia da Tiririca as principais estrelas com a entrada dos cabeças de chave da competição. O paulista Caio Ibelli não conseguiu chegar a tempo de Portugal, onde disputava o WCT em Cascais, então cancelou sua participação e Franklin Serpa entrou no seu lugar na bateria que vai abrir a quinta-feira. Com isso, serão três baianos disputando as duas primeiras vagas para a terceira fase, ele, o local de Itacaré, Iago Silva, e o ilheense Bruno Galini da equipe Mahalo, com o havaiano Kiron Jabour completando essa bateria prevista para iniciar as 7h30.



O Mahalo Surf Eco Festival é realizado pela Dendê Produções com patrocínio da marca Mahalo, Prefeitura Municipal de Itacaré, Pousada Ecoporan, Secretaria de Turismo do Governo do Estado da Bahia, TV Santa Cruz e Skol. A etapa do QS 6000 sancionada pela WSL South America com premiação de 150 mil dólares, vale 6.000 pontos para o ranking mundial do WSL Qualifying Series e será transmitida ao vivo pelo www.worldsurfleague.com

FESTIVAL DE MÚSICA: Já é tradição. Desde a estreia do Surf Eco Festival em 2008, ele é encerrado com um grande festival de música. A semana será agitada com os eventos promovidos pelos patrocinadores nos diversos espaços da cidade e até na Praia da Tiririca, com o Eco Sunset rolando até as 19h00 com um DJ animando o pôr do Sol a cada fim de dia na área VIP da arena do evento, para convidados e competidores.

No sábado, 31 de outubro, começam os shows no KM 06, a partir das 20 horas, com atrações de peso da música local e nacional, como Baiana Sistem, Ponto de Equilíbrio, Seu Jorge, além do SPACE DJ ao vivo. E no domingo, depois do campeão do Mahalo Surf Eco Festival ser coroado na Praia da Tiririca, também no KM 06 subirão ao palco as bandas Cidade Negra, Nando Reis, Legião Urbana e com SPACE DJ ao vivo novamente.

Fonte: surfecofestival.com.br

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Esta semana surfistas de 24 países vão invadir Itacaré no Mahalo Surf Eco Festival

Os estrangeiros são maioria com 101 competidores contra 43 brasileiros na oitava edição do Festival promovido pela Dendê Produções que reúne surfe, música e ecologia


A cidade de Itacaré vai ser invadida nessa semana por mais de 170 surfistas de 24 países que se inscreveram na oitava edição do Mahalo Surf Eco Festival na linda Costa do Cacau do litoral sul da Bahia. Mas, o limite é de 144 participantes, com alguns ficando numa lista de espera para entrar se alguém não comparecer. A etapa do World Surf League Qualifying Series promovida pela Dendê Produções desde 2008, ficou mais importante esse ano porque aumentou a premiação para 150 mil dólares, elevando o status do evento para QS 6000. A segunda das três etapas da "perna brasileira" de fim de ano da WSL South America começa terça-feira na Praia da Tiririca e todos já estão escalados nas duas rodadas de 24 baterias.


Entre os 48 cabeças de chave que só entram na segunda fase, estão cinco surfistas que participaram da etapa do WCT iniciada no fim de semana em Portugal. Como já perderam nas primeiras fases, vai dar tempo de eles chegarem na Bahia para disputar os 6.000 pontos do Mahalo Surf Eco Festival. As principais atrações são dois tops da elite deste ano, o potiguar Jadson André e o neozelandês Ricardo Christie. Os outros que competiram em Cascais são o espanhol Aritz Aranburu, o catarinense Tomas Hermes e uma das novidades na "seleção brasileira" do WCT em 2016, Caio Ibelli, que fez uma bateria sensacional no domingo contra o campeão mundial Gabriel Medina em Supertubos.

Outro brasileiro que também já está confirmado na elite dos top-34 da World Surf League, entre os dez indicados pelo ranking do Qualifying Series, é o paulista Alex Ribeiro, que vai defender o título do Mahalo Surf Eco Festival conquistado no ano passado em Itacaré. Os dois estão escalados como cabeças de chave junto com os dois baianos convidados para entrar na segunda fase, já com uma premiação mínima de 450 dólares garantida. Caio Ibelli está na primeira bateria com Iago Silva e Alex Ribeiro na 24.a e última com Yagê Araujo.

"Itacaré é um lugar que eu gosto bastante, consegui vencer lá no ano passado, tenho total sintonia com o pico, adoro surfar na Praia da Tiririca e espero conseguir mais um bom resultado", disse Alex Ribeiro. "Já tenho minha classificação para o WCT garantida, mas estou em busca do título de campeão do QS, que vai ser importante para mim. No ano passado eu praticamente confirmei o título sul-americano com a vitória nesse evento, na final contra o Michael Rodrigues (CE). Foi muito legal essa conquista pra minha carreira e estou super feliz por voltar a Itacaré".

BAIANO CAMPEÃO - O Mahalo Surf Eco Festival será a última etapa de 6.000 pontos do ano e pode decidir vagas para o WCT nessa semana em Itacaré. O cearense Michael Rodrigues é o brasileiro mais próximo do G-10 do WSL Qualifying Series, em 15.o lugar no ranking que no momento está classificando até o 13.o colocado, o francês Maxime Huscenot. Quem também pode entrar na briga direta pelas últimas vagas com um bom resultado na Praia da Tiririca é Bino Lopes. Ele é patrocinado pela Mahalo e foi o único baiano a vencer o Surf Eco Festival, em 2011 quando o evento acontecia na Praia de Jaguaribe, em Salvador. Bino é um dos cabeças de chave da 22.a bateria da segunda fase e está ansioso para competir em casa.

"Eu tenho boas lembranças de Itacaré, já consegui ganhar eventos lá e conheço bem aquelas ondas da Tiririca. É um lugar que eu gosto muito e frequento desde pequeno, então só espero fazer meu trabalho direitinho e surfar bem lá", disse Bino Lopes, durante a etapa catarinense que abriu a "perna brasileira" em Florianópolis. "Eu vou estar com toda minha família, meus amigos e quero representar bem a marca que me patrocina e o evento também. Eu tive a felicidade de já vencer esse evento em 2011. A final foi com o Michael Rodrigues e o mar estava storm, com altas ondas, então tomara que dessa vez seja dessa forma também. O campeonato agora ficou mais importante, era 4 estrelas no ano passado e subiu para 6 estrelas, QS 6000, então vai ser bom porque quero subir no ranking pra conquistar uma vaga lá na elite. Esse é o objetivo".

24 PAÍSES EM ITACARÉ - Diferente dos 48 cabeças de chave que só competem a partir da segunda fase, os outros 96 participantes já entram nas 24 baterias da rodada inicial. O baiano Bruno Galini está escalado na primeira bateria do Mahalo Surf Eco Festival, com o cearense Messias Felix, o australiano Perth Standlick e o português Tomas Fernandes. Os confrontos internacionais vão continuar acontecendo desde o primeiro dia, pois 24 nações estarão representadas na oitava edição da etapa baiana realizada pela Dendê Produções.

Os estrangeiros são maioria com 101 inscritos, contra 43 brasileiros. Dos outros países, os maiores pelotões são da Austrália com vinte surfistas e os Estados Unidos com dezoito. A França e o Havaí terão oito participantes cada, depois vem Portugal com seis, África do Sul e Japão com cinco, Espanha e Costa Rica com quatro, Argentina e Guadalupe com três, com dois a Nova Zelândia, Taiti, Ilha Reunião, Chile e Peru e com um a Itália, Indonésia, Marrocos, São Bartolomeu, Porto Rico, Venezuela e Uruguai. 

O Mahalo Surf Eco Festival é realizado pela Dendê Produções com patrocínio da marca Mahalo, Prefeitura Municipal de Itacaré, Pousada Ecoporan, Secretaria de Turismo do Governo do Estado da Bahia, TV Santa Cruz e Skol. A etapa do QS 6000 sancionada pela WSL South America com premiação de 150 mil dólares, vale 6.000 pontos para o ranking mundial do WSL Qualifying Series e será transmitida ao vivo pelo www.worldsurfleague.com 

ENERGIA SOLAR - Sempre com a filosofia de promover um grande festival reunindo surfe e música, mas com preocupação ecológica de preservação da Natureza, a Dendê Produções inovou mais uma vez no ano passado ao realizar o primeiro evento de surfe do mundo utilizando energia solar captada no próprio local da competição. A iniciativa será repetida esse ano no QS 6000 Mahalo Surf Eco Festival, que contará novamente com várias atividades e palestras para o público durante os dias do campeonato na Praia da Tiririca.

FESTIVAL DE MÚSICA: Já é tradição. Desde a estreia do Surf Eco Festival em 2008, ele é encerrado com um grande festival de música. 

A semana segue agitada com os eventos promovidos pelos patrocinadores nos diversos espaços da cidade e até na Praia da Tiririca, com o Eco Sunset rolando até as 19h00 com um DJ animando o pôr do Sol a cada dia após a competição, com setlist animado na área VIP da arena do evento para convidados e competidores. 

No sábado, 31 de outubro, começam os shows no KM 06, a partir das 20 horas, com atrações de peso da música local e nacional, como Baiana System, Ponto de Equilíbrio, Seu Jorge, além do SPACE DJ ao vivo. E no domingo, depois do campeão do Mahalo Surf Eco Festival ser coroado na Praia da Tiririca, também no KM 06 subirão ao palco as bandas Cidade Negra, Nando Reis, Legião Urbana e com SPACE DJ ao vivo novamente.

SOBRE A WORLD SURF LEAGUE - a World Surf League (WSL) organiza as competições anuais de surfe profissional e as transmissões ao vivo de cada etapa pelo worldsurfleague.com, com todo o drama e aventura do surfe competitivo em qualquer lugar e na hora que acontecer. As sanções da WSL são para os circuitos: World Surf League Championship Tour (CT), que define os campeões mundiais da temporada, Qualifying Series (QS), Big Wave Tour, Longboard e Pro Junior. A organização da WSL está sediada em Santa Monica, Califórnia, com escritório comercial em Nova York, além de sete escritórios regionais de apoio na organização dos eventos, na América do Norte, Havaí, América do Sul, Europa, Austrália, África e Ásia.